Desejos Impuros
Cá estou, mais uma vez, sendo subjugado por uma fatal sedução. Jogado na cama, eu a vejo se despir, lentamente, como se estivesse a executar uma bela dança. Movimentos alucinógenos, que me faziam vagar por um mundo de sonhos e devaneios. Como se os deuses a tivessem criado para mim. Só para mim.
Descontrolado, eu me levantei e avancei sobre àquele corpo. Ela fez-me recuar apenas tocando com o seu indicador em meus lábios e lançando-me um olhar penetrante.
- Ainda não... - ela disse, sussurrando em meu ouvido e me empurrando na cama - ...tenho que brincar com minha presa.
Ela avançou sobre mim, como uma fera indomada. Seus intensos beijos fazem produzir a mais pura endorfina do meu corpo. Suas mordidas e arranhões destilam da fúria que dorme em mim, mas que habita naquele ser belo e perigoso. Ela estava conseguindo tornar-me um animal, e quanto mais eu sentia os seus lábios nos meus, mais eu queria faze-la sentir o calor que eu sentia naquele momento. Queria faze-la sentir o meu corpo no dela.
- Eu vejo em seu olhar aquilo que você é, e aquilo que não quer me mostrar. - ela me disse, olhando em meus olhos.- Mas, eu sei o que você quer. Eu sei do que você precisa. Eu lhe permito buscar.
Nesse momento, não pude responder mais por mim. Segurei àqueles belos cabelos, e a puxei para a cama, ficando sobre o seu corpo. Beijei-a loucamente. Fiz os meus lábios percorrerem o seu corpo, e a minha língua sentir o prazer de saborear cada detalhe dele. Seus suspiros e gemidos me enlouqueciam. Nossos corpos não nos pertenciam. Somos duas imparáveis forças da natureza. Já não poderia privar o resto do meu corpo de sentir o seu, e logo após um sorriso permisssivo penetro.em você, com a mesma ferocidade de um leão, e quanto mais as suas unhas rasgavam a minha pele, e os seus gemidos quebraram qualquer silêncio, e com mais força eu agiria sobre aquele corpo. E assim se desenrolou a madrugada. Em agressividade e prazer.
Por fim, eu a deixei montar sobre o meu corpo, e cavalgar enlouquecidamente. Suas expressões deixava exposto o seu prazer, e o seu sorriso demonstrava que ela havia feito o mesmo comigo. Havia-me tirado do status quo de divindade à animal. E juntos, gozamos. Gozamos como se não houvesse um fim. Gozamos após uma noite de amor e selvageria.
Ela havia conseguido. Eu deixei-me enfeitiçar, graças àquela voz, aquele olhar e aquele corpo. Eu estava ajoelhado, abraçando as suas pernas. Eu era dela. Eu era, finalmente, dela.
- Tudo o que eu quiser? - ela perguntou, suavemente.
- Tudo. - eu confirmei.
Você por acaso é o Ari? (HMM)
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