domingo, 18 de dezembro de 2016

Seus cabelos presos em minhas mãos
Sua boca grudada na minha, como se fossem pedaços predestinados de almas que jamais poderia se soltar
Os olhos fechados concentrados na produção de prazer
Gemidos
Arranhões
Suor
A criação da nossa libido escorrendo por nossas peles
O pecado toma forma de líquido
Os nossos corpos se tornam parque de diversões para o Diabo
Deus nos recusa no Éden
Foda-se, eu quero foder-te

- Poeta sem nexo
Nós.
Nus.
Deitados após um banho.
Ouvindo os discos de Cícero, Phill e Scambo.

Poeta sem nexo

Despedida


Me jogo num mundo platônico no qual eu imagino que se eu deixar de te abraçar, te beijar, te tocar, te olhar, você não partirá. Mas é Platão e sei que se eu deixar de realizar tudo isso, irei me arrepender amargamente e a sua partida será ainda mais indigesta ao meu coração. Entretanto, esse é o fluxo vital. Idas e vindas de amores peregrinos, que gargalham em lágrimas de despedidas. Choram pois a partida é inexistente em seus sonhos. Gargalham pois sabem que o reencontro em outros caminhos é inevitável. Não nego, irei chorar quando você se for, mas guardarei comigo o seu último gargalhar, simplesmente para me lembrar do quão maravilhoso será lhe reencontrar.

- Poeta sem nexo